Todo roteiro começa com uma lista de lugares e um número de dias. Quando os dois não se conversam, o resultado é previsível: metade da viagem acontece em estrada, aeroporto e check-in.
Abaixo, durações que consideramos realistas — contando o tempo de voo desde o Brasil e os deslocamentos internos, não apenas os dias no destino.
Safári na África Oriental
Mínimo funcional: 10 dias. Abaixo disso, o tempo de voo e as conexões internas comem tudo. Um safári exige pelo menos três noites por parque para que o ciclo de saídas de manhã e de tarde renda algo.
Confortável: 14 dias. Permite dois parques com profundidade mais um encerramento no litoral.
África do Sul
Mínimo funcional: 10 dias. Cidade do Cabo e um safári.
Confortável: 15 dias. Cabo, região vinícola, um trecho de estrada e safári.
Namíbia
Mínimo funcional: 10 dias, e apenas se for com voos internos. Autoguiada, 12 dias é o piso, porque as distâncias são longas e a estrada de cascalho impõe ritmo.
Japão
Mínimo funcional: 10 dias. Tóquio e Kyoto com respiro.
Confortável: 15 dias. Acrescenta os Alpes japoneses no meio, o que muda a viagem inteira.
Peru
Mínimo funcional: 8 dias. Lima, Vale Sagrado, Machu Picchu e Cusco, nessa ordem por causa da altitude.
Confortável: 12 dias. Acrescenta Amazônia ou Titicaca.
Itália
Mínimo funcional: 9 dias para duas cidades e uma região de campo.
Confortável: 14 dias. Permite carro na Toscana e dias sem programação.
O princípio por trás dos números
Subtrair um destino quase sempre melhora um roteiro; subtrair uma noite por destino quase sempre piora. Se o tempo é curto, a decisão correta é cortar lugares, não encurtar estadas.
É a primeira conta que fazemos quando alguém nos diz quantos dias tem. E, quando os números não fecham, dizemos isso antes de montar a proposta.